quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Santa Casa de Paranavaí tem o melhor índice entre os hospitais do Paraná

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa
A Santa Casa de Paranavaí é o hospital com menor índice de mortalidade infantil do Estado. A informação é da coordenação estadual do Programa Mãe Paranaense, um programa do Governo do Estado de atenção materno-infantil. O bom desempenho do hospital puxa o índice para baixo, ajudando a 14ª Regional de Saúde a ter o quarto melhor índice entre as 22 regionais de saúde do Paraná. O índice no acumulado deste ano está em 7,9 para cada mil crianças nascidas vivas, segundo informações da 14ª Regional de Saude, conforme a enfermeira-obstetra Eliane Rodrigues do setor de obstetrícia da Santa Casa.

O índice tem ainda maior importância porque a Santa Casa é referência para partos de alto e médio risco dos 28 municípios da Amunpar e, por convênio com as prefeituras, faz todos os partos, inclusive os de baixo risco, de sete destes municípios. Em média são realizados 160 partos mensalmente no hospital.

Para o chefe do serviço de obstetrícia da Santa Casa, Rubens Sirena, este índice é resultado de uma série de ações: a alta qualificação dos oito obstetras que atendem no hospital, o comprometimento do corpo de enfermagem, os equipamentos colocados à disposição do setor, que permite o monitoramento até a hora do parto, o plantão presencial 24 horas, a presença de um pediatra em todos os partos para receber e atender o bebê o serviço de imagem e a UTI Pediátrica e Neo-Natal de excelente qualidade. “Seguimos rigorosamente todos os protocolos prescritos pela literatura médica”, enfatiza Sirena.

A qualidade da obstetrícia da Santa Casa levou o MEC a autorizar a abertura de Residência Médica para Ginecologia e Obstetrícia. Já tem um médico do hospital fazendo a residência e outros três de uma faculdade de Maringá. “Somos um hospital-escola. E embora sejam médicos formados com CRM, não é feito nenhum procedimento sem a supervisão de um especialista. Mas os residentes fez aumentar a nossa equipe e forçar todos a se dedicar ainda mais a estudar o assunto, já que somos preceptores de futuros especialistas”, lembra o chefe do setor

A enfermeira Eliane Rodrigues aponta que a Santa Casa tem também um Núcleo de Segurança, que reúne semanalmente seus 17 membros para tratar de gestão de qualidade e segurança dos pacientes. Também para nortear o trabalho do hospital, corrigir eventuais falhas e buscar o aprimoramento de serviços e atendimento é realizado diariamente uma pesquisa de satisfação com 40 pessoas aleatórias que estão no hospital; colocado à disposição da população uma ouvidoria e está em pleno funcionamento a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) comandada por uma médica infectologista.

Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

PARTO NORMAL – O Serviço de Obstetrícia da Santa Casa aponta que mais de 70% dos partos realizados são através de cesariana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o índice ideal é de 10 a 15% de cesáreas e recomenda a cirurgia apenas quando há razões médicas para isso. O índice no país está em mais de 80% e a OMS e o Ministério da Saúde criticam o que chamam de “epidemia de cesáreas”.

Rubens Sirena reconhece que o parto normal tem vantagens, como evitar o uso de anestesia, é mais seguro porque não é invasiva e se há as dores que antecedem o parto, de outro lado a recuperação da mãe é bem mais rápida. Além disso, a literatura médica, fala de vários benefícios para o bebê ao passar pelo canal e flora vaginal.

Mas, observa o obstetra, existe no país uma cultura de cesariana, sobretudo para evitar a dor, pela ansiedade final de gravidez da mãe, muitas vezes provocada pelo marido e familiares e pelo conforto de marcar dia e hora para a cirurgia. Quando o parto é normal “temos que esperar a natureza agir e cada uma reage de uma forma diferente. Não existe uma regra. Uma mulher que entra em trabalho de parto às 22 horas, por exemplo, a dilatação às vezes só vai se completar às 5 horas da manhã. É por isso que há resistência ao parto normal”, explica Sirena.

A situação chega a tal ponto que algumas mulheres chegam ao médico com 35, 36 semanas de gravidez e quer fazer a cesárea. “O obstetra não vai fazer. A criança não está pronta ainda. Mas a mãe quer que o médico dê um jeito. Nós acompanhamos de perto, a cada dois dias ela retorna e fazemos a cardiotocografia para avaliar o bem estar fetal, se não houver sangramento. Se houver a grávida deve vir correndo para o hospital”, explica Sirena.

De outro lado, relata o especialista, há casos em que não tem como esperar a natureza agir. Por exemplo, quando o bebê está na posição pélvica (sentado) ou se é muito grande. Relata que é até compreensível a ansiedade de mãe, porque além de querer ver a criança, ela está desconfortável, com dor nas costas por causa da postura ou com falta de ar, porque o útero está pressionando o pulmão. “Mas isso não é sintoma de que chegou a hora do parto”, adverte o médico.

Para o médico, o parto que lhe dá maior tranqüilidade e menos trabalho, é a cesárea. “Marca-se a hora e em 20 minutos, se tudo correr bem, está tudo resolvido: a criança com o pediatra e a mãe já suturada”, observa para explicar situações em que há certa insistência em fazer o parto. Seria mais cômodo providenciar a cirurgia, mas nem sempre é o caminho. Então o médico vai acompanhando a paciente, fazendo a cardiotocografia até chegar o momento ideal para o parto.

Finalmente, Rubens Sirena entende que para diminuir o número de cesarianas seria necessário que a conscientização começasse no pré-natal, no posto de saúde, onde o médico já começasse a conversar com a grávida, falando das vantagens do parto normal, lembrar que a cesárea exige um corte na barriga, abrindo sete camadas de tecidos, até o útero e dando outras orientações. “Mas é importante saber respeitar o desejo da mãe”, assinala o obstetra.

Fonte:  Assessoria de Imprensa
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